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Biografias dos arquitetos e artistas

Saiba mais sobre os arquitetos e artistas apresentados nesta exposição.

(1853–1949)

Nascido na pequena comuna de Fuscaldo, na Calábria, Antonio Jannuzzi (também grafado como Januzzi) vem de uma família de construtores. Aprendeu seu ofício na prática a partir dos quatorze anos e aos quinze já era mestre de obras. Depois de uma passagem por Montevidéu, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1874, aos 21 anos. Aproveitando a mão-de-obra especializada italiana que migrou para o Brasil incentivada pelo casamento de D. Pedro II com a princesa napolitana Teresa Cristina, a empresa Antonio Jannuzzi, Irmão & Cia. tornou-se a maior construtora carioca do segundo império e do início da república, sobretudo no período entre a construção da Avenida Central (atual Rio Branco) em 1906 e a realização da Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922. O Comendador Antonio Jannuzzi foi um grande defensor e protetor da comunidade italiana no Rio de Janeiro, mas foi também um grande patrono de causas sociais. Construiu de palacetes a vilas populares, além de hospitais e orfanatos para a Santa Casa de Misericórdia e igrejas não católicas.

 

  • Casa dos Jannuzzi (c. 1913)
    Rua Monte Alegre, 482 – Santa Teresa
    — Com quatro andares e dividida em apartamentos, foi construída para abrigar Jannuzzi e as famílias de seus filhos.
  • Igreja Metodista do Catete (1886)
    Praça José de Alencar, 4 – Flamengo
  • Moinho Fluminense (1887)
    Rua Sacadura Cabral, 290 – Saúde
    — O primeiro prédio do Moinho Fluminense, projetado e construído por Antonio Jannuzzi, Irmão & Cia. tinha inicialmente cinco andares, mais tarde ampliados para sete.
  • Obelisco do Rio de Janeiro ou Obelisco da Avenida Rio Branco (1906) – escultura em granito
    Avenida Rio Branco, 311 – Cinelândia
    — O monumento foi ofertado à cidade por Jannuzzi em 1906 para comemorar a construção da Avenida Central. No primeiro dia do golpe militar que levou Getúlio Vargas à presidência em 1930, soldados gaúchos amarraram seus cavalos no Obelisco do Rio de Janeiro, uma imagem que entrou para a história.
  • Palacete Modesto Leal (1900–1905)
    Rua das Laranjeiras, 304 – Laranjeiras
    — Encomendado pelo Conde João Leopoldo Modesto Leal, o palacete está inserido em uma das últimas chácaras urbanas da cidade.
  • Società Italiana di Beneficenza e Mutuo Soccorso (1904–1907)
    Praça da República, 17 – Centro
  • Vila (1894)
    Rua Camuirano, 60–76 – Botafogo
    — Originalmente, a vila constituía-se de 29 casas de dois pavimentos.
  • Vilas denominadas Avenida Mariana e Avenida Anna (1912)
    Rua Barão de Mesquita, 117 – Tijuca
  • Villa Maurina (1915)
    Rua General Dionísio, 53 – Botafogo
    — Residência de Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro, conhecida como Condessa Pereira Carneiro.

(1882–1954)

Nasceu em Palermo, na Sicília. Arquiteto com estudos em universidades de Palermo, Nápoles, Roma e Milão, Virzi estabeleceu-se no Rio provavelmente em 1911, aos 29 anos. Seu estilo costuma ser classificado como art nouveau, mas está bem distante da tradição franco-belga, inscrevendo-se mais precisamente na vertente italiana, mais fantasiosa, chamada de estilo liberty. De forte potência imaginativa e afeito a detalhes decorativos impactantes, criou um dos prédios mais fantasiosos e mirabolantes já construídos na cidade do Rio, a fábrica do Elixir de Nogueira (1916), já demolida. Construiu diversas residências, sempre insólitas, como a Vila Marinha, a Casa Martinelli, a Casa Smith de Vasconcellos, a Casa Villiot e o Villino Silveira, estas duas últimas as únicas ainda de pé.

 

  • Basílica Nossa Senhora de Lourdes (1919)
    Avenida 28 de Setembro, 200 – Vila Isabel
  • Casa Villiot (1929)
    Rua Sá Ferreira, 80 – Copacabana
    — Projetada como residência para o engenheiro Victor Villiot Martins, a Casa Villiot não tem janelas tradicionais. A entrada de luz se dá por claraboias e por pequenas janelas no alto das paredes. Abriga atualmente a Biblioteca Escolar Municipal Carlos Drummond de Andrade
  • Villino Silveira (1915)
    Rua do Russell, 734 – Glória
    — Construída como residência de Gervásio Renault da Silveira, fabricante do Elixir de Nogueira. Segundo a nomenclatura italiana, a villa é um palacete cercado de jardim e construído em área nobre. O villino é sua versão mais modesta, podendo ou não ter um jardim.

(1866–1944)

Nascido na comuna de Giffoni Valle Piana, província de Salerno, na região da Campânia, Eliseo d'Angelo Visconti (também grafado como Eliseu) migrou para o Brasil ainda criança, em 1873, com a irmã Marianella. Fez seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e na Academia Imperial de Belas Artes. Vencedor do prêmio de viagem ao exterior de 1892, complementou sua formação em Paris, recebendo a Medalha de Prata na Exposição Universal de 1900. Pintor consagrado e mais proeminente representante brasileiro do impressionismo, Visconti trabalhou na decoração de importantes edifícios da cidade do Rio como a Biblioteca Nacional, o Palácio Tiradentes e o Palácio Pedro Ernesto. Para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, realizou painéis para o teto do foyer, o teto da plateia, o friso sobre o proscênio e o pano de boca.

 

  • A Dança das Horas (1908) – Pintura a óleo
    Teto da sala de espetáculos do Theatro Municipal
    Praça Floriano, s/n – Cinelândia

(c. 1891–?)

Nasceu em Roma e migrou para o Brasil na década de 1910. É autor do projeto de alguns cinemas cariocas famosos. Com seus 3.500 lugares, o já demolido Cine Olinda, localizado na Tijuca, foi um dos maiores da América Latina. Brasini também é o arquiteto dos cinemas Astória, Novo Popular, Primor e Plaza além de outros edifícios residenciais, comerciais, igrejas, hospitais e escolas na cidade do Rio de Janeiro. Também é autor do projeto da Paroquia Nossa Senhora das Dores, no Rio Comprido. Mesmo já estando instalado no Brasil, ainda atuou em Roma, Nápoles e Paris. Também residiu e atuou em Manaus, onde projetou edifícios religiosos e comerciais. Ferruccio é irmão de Armando Brasini, arquiteto de um neobarroquismo tardio que se tornou figura proeminente na arquitetura italiana do início do século 20 e do período fascista.

 

  • Edifício e Cine Plaza (1935)
    Rua do Passeio, 78 – Centro
    — Originalmente, era um edifício residencial com cinema no térreo. Em 2017, foi reformado e ampliado – preservando-se a fachada –, sendo relançado como Edifício BVEP Nigri Plaza, uma torre de escritórios.

 

Giandomenico Facchina (1926–1903) nasceu na pequena comuna de Sequals, na região de Friuli-Venezia Giulia e fez seus estudos em Trieste e Veneza. Aplicou na criação de mosaicos um método originário da restauração, colando as pequenas pedras coloridas (tesselas) sobre um papelão, que era, depois de pronto, aplicado diretamente sobre a argamassa, conseguindo a proeza de criar mosaicos bem mais rápidos e baratos que pelos métodos tradicionais. Manteve ateliê em Veneza e em Paris. Na capital francesa, criou obras para Ópera Garnier, Petit Palais, Galerie Vivienne e muitos outros edifícios. Também tem obras em Londres, Chicago, Nova York, Quioto e outras cidades. Após a morte de Giandomenico, seu atelier continuou produzindo por muitos anos. Para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o atelier Facchina criou mosaicos representando cenas de quatro óperas e quatro peças teatrais, dentre as quais Tosca, O Guarani e Fausto.

 

  • Tosca (1908) – Mosaico
    Galerias laterais do Salão Assírio do Theatro Municipal
    Praça Floriano, s/n – Cinelândia

(1866–1927)

Filho do entalhador, moveleiro e escultor Mariano Coppedè e irmão do também arquiteto Adolfo, Gino Coppedè nasceu em Florença e, juntamente com o irmão, iniciou sua formação artística nas oficinas do pai. Estudou na Scuola Fiorentina delle Arti Decorativi e Industriali e na Accademia di Belle Arti di Firenze graduando-se como professor de desenho arquitetônico. Atuou em Gênova, Messina, Nápoles e em cidades da Toscana. Coppedè é um dos mais importantes e inventivos representantes italianos do estilo liberty, vertente local do art nouveau internacional. Seu ambicioso conjunto arquitetônico em Roma – constituído de 45 edificações e conhecido como Quartiere Coppedè – é um dos grandes exemplos do estilo na cidade. Os edifícios são diferentes um do outro, mas coordenados no uso dos elementos decorativos. Depois da primeira guerra mundial, Gino e o irmão Adolfo trabalharam juntos no design de interiores de navios de passageiros de companhias marítimas italianas. O projeto de Gino Coppedè para a residência Joaquim Silva Cardoso, no Rio de Janeiro, segue o mesmo estilo do Quartiere Coppedè, em Roma, e foi enviado diretamente da Itália. É como se o 46º prédio do conjunto tivesse sido magicamente transplantado para o Rio. O arquiteto nunca visitou o Brasil.

 

  • Residência Joaquim Silva Cardoso (1916–1918)
    Praia do Flamengo, 158 – Flamengo
    — Conhecido como Castelinho do Flamengo, hoje ele abriga o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho.

(1910–1995)

Nascido em Salerno, na Campania, Giuseppe Gammarano estudou na Scuole Serali Artigiane di Disegno Applicato Alle Arti, em Nápoles, tendo frequentado também o atelier de Enzo Puchetti. Instalou-se no Rio de Janeiro em 1933, aos 23 anos de idade. Continuou sua formação integrando o Núcleo Bernardelli, associação de artistas modernistas que buscava uma alternativa ao ensino oficial da Escola Nacional de Belas Artes. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes de 1935. Trabalhou como desenhista projetista na empresa de arquitetura Gusmão, Dourado & Baldassini Ltda. Sua produção inclui esculturas, desenhos, relevos, perspectivas, medalhões e cartazes, além de Deus do Comércio, cabeça de Mercúrio em cimento moldado na fachada.

 

  • Deus do Comércio (c. 1942) – relevo em argamassa
    Fachada do edifício da Associação dos Empregados no Comércio
    Avenida Rio Branco, 120 – Centro

O engenheiro italiano Guglielmo Oates (também grafado como Guilherme) instalou-se no Espírito Santo por volta de 1890. Seu projeto mais relevante em Vitória foi a Loja Maçônica União e Progresso (1899–1913), na época considerado um dos mais belos edifícios da cidade. Em Santa Teresa – cidade pioneira da imigração italiana no Brasil –, Oates projetou e dirigiu gratuitamente para os frades capuchinhos a construção a Igreja Matriz (1902–1925). Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi autor do projeto da Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos (1928–1932), na Tijuca, com interior de influência bizantina e campanário tipicamente italiano, separado do corpo da igreja. Entre 1941 e 1942 a fachada da igreja foi remodelada pelo arquiteto Riccardo Buffa.

 

  • Campanário da Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos (1928–1932)
    Rua Haddock Lobo, 266 – Tijuca

(1894–1974)

O engenheiro e arquiteto Luigi Fossati (também grafado como Luiz) nasceu em Mantova, na Lombardia, e formou-se pela Politécnica de Milão. Instalou-se inicialmente em São Paulo em 1926, mudando-se depois para Niterói. É autor do Hotel Balneário Casino Icarahy, que atualmente sedia a Reitoria da Universidade Federal Fluminense, e do elegante e insólito Trampolim do Icarahy, já demolido. Em Petrópolis, é autor do imponente Hotel-Cassino Quitandinha e do Edifício Imperador. No Rio de Janeiro, além do Edifício Unidos, criou, entre outros, o Edifício e cinema Rex e o Edifício Emoingt.

 

  • Edifício Unidos (1937)
    Avenida Rio Branco, 26 – Centro
    — Um dos mais marcantes edifícios da cidade no estilo art déco streamline, de linhas aerodinâmicas.
  • Solar Marquês de São Vicente (1939)
    Rua Marquês de São Vicente, 429 – Gávea
    — Lançado originalmente como Edifício Eremitagem, teve o nome alterado em homenagem ao patrono da rua.

(1893–1948)

Mario Vodret nasceu em Cagliari, na Sardenha, e iniciou seus estudos na faculdade de Bologna, graduando-se em Roma. Em suas primeiras obras na Itália, Vodret foi influenciado pela arquitetura de Gino Coppedè. Chegou no Brasil em 1928, aos 35 anos. Obteve sucesso rápido desenhando prédios até hoje icônicos, mas teve carreira relativamente breve. Foi o último dos grandes arquitetos italianos de base acadêmica a aportar na cidade, justamente no mesmo período em que chegaram ao Brasil os modernos Warchavchik (1923), Levi (1926) e Redig (1931). E logo no ano seguinte a sua chegada, em 7 de dezembro de 1929 aconteceu na Escola Nacional de Belas Artes a famosa conferência de Le Corbusier. A obra de Vodret no Rio representa, portanto, uma espécie de canto de cisne do classicismo italiano na arquitetura carioca.

 

  • Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro (1928–1932)
    Rua Tenente Possolo, 8 – Centro
    — Projeto em coautoria com o também italiano Guido Levy.
  • Edifício Seabra (1931)
    Praia do Flamengo, 88 – Flamengo
  • Igreja de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência (1931–1940)
    Rua do Catete, 113 – Catete
  • Palacete do Parque Lage (1927)
    Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
    — Encomendado pelo industrial Henrique Lage para sua mulher, a cantora lírica italiana Gabriella Besanzoni. Abriga atualmente a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
     

(1906–1984)

Filho de diplomatas, Olavo Redig de Campos nasceu no Rio de Janeiro e passou parte da infância na Europa. Graduou-se na Escola Superior de Arquitetura de Roma e retornou ao Brasil em 1931, aos 25 anos. Chefiou por trinta anos o Serviço de Conservação do Patrimônio do Itamaraty, tendo construído diversas chancelarias e residências diplomáticas brasileiras no exterior. Foi também o arquiteto da restauração e reforma do interior do histórico Palazzo Pamphilli, em Roma, para sediar a embaixada brasileira na Itália. Juntamente com o diplomata Wladimir Murtinho, Redig de Campos assessorou Niemeyer no programa arquitetônico do Palácio do Itamaraty, em Brasília. Além de seu trabalho no Itamaraty, também projetou edifícios cívicos em Curitiba e residências diversas.

 

  • Casa Walther Moreira Salles (1948–1951)
    Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea
    — Atual sede do Instituto Moreira Salles.

(1875–1945)

Pietro Campofiorito (também grafado como Pedro) nasceu em Roma e estudou no Istituto di Belle Arti da mesma cidade. Foi também pintor, cenógrafo e professor. Em 1899 instalou-se em Belém como professor da Escola de Belas Artes do Pará. Em 1913, aos 38 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde realizou alguns projetos, vencendo o concurso para a sede da Cruz Vermelha carioca. Após algumas colaborações em projetos para Niterói, fixou residência na cidade, trabalhando como funcionário da Secretaria de Obras Públicas. No conjunto cívico-cultural niteroiense da Praça da República ele foi autor ou coautor de grande parte dos prédios. Após aposentar-se do serviço público, Campofiorito foi nomeado diretor do Museu Antônio Parreiras, em Niterói.

 

  • Hospital da Cruz Vermelha (1919–1923)
    Praça da Cruz Vermelha, 12 – Centro

(1844–1922)

0 Comendador Dr. Raphael Rebecchi (como costumava ser chamado) nasceu em Roma e formou-se engenheiro civil e arquiteto pela Universidade de daquela cidade. Na Itália projetou tanto edifícios públicos em Roma quanto ferrovias no sul do país. Estabeleceu-se no Brasil em 1897, aos 53 anos. Na Exposição Nacional de 1908, na Praia Vermelha, projetou os pavilhões de Minas Gerais e Bahia. Venceu o concurso carioca para a sede do Clube de Engenharia e obteve o 1° lugar no concurso de fachadas da Avenida Central, sendo ainda autor de mais outros quatro projetos na avenida, todos já demolidos.

 

  • Hospital para Tuberculosos de Nossa Senhora das Dores (1910–1914)
    Avenida Ernani Cardoso, 21 – Cascadura
    — A área dos internos, localizada atrás do pavilhão principal, é constituída de 6 pavilhões circulares espaçados e interligados por uma passarela suspensa vazada para permitir uma boa aeração. Funciona atualmente como Hospital de Nossa Senhora das Dores.
  • Torre da Antiga Sé (1905–1913)
    Rua Sete de Setembro, 14 – Centro
    — Da fachada original da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé só permaneceu o portal. O alto da fachada, a lateral da sacristia e a torre são modificações do início do século 20.

(c. 1894–1957)

Riccardo Giacomo Buffa (aportuguesado como Ricardo) nasceu em Sezzadio, no Piemonte, e formou-se arquiteto pela Accademia Albertina di Belle Arti, em Turim. Chegou jovem no Brasil, em 1921, aos 27 anos. Participou do concurso para a fachada do Palácio da Justiça, ainda em 1921, e rapidamente obteve clientela e sucesso na cidade. Em 1929, já bem estabelecido no Brasil, fez a doação de um fundo monetário para sua universidade de formação em Turim para a instituição de um prêmio anual ao melhor aluno do curso de arquitetura, o Prêmio Riccardo Buffa. Seu desenho migrou do eclético para o art déco, estilo do qual é um dos nomes importantes no Rio.

 

  • Associação Beneficente Luso-Brasileira (1927)
    Rua do Lavradio, 100 – Lapa
  • Casa Buffa (1938)
    Rua Hermenegildo de Barros, 108–110 – Santa Teresa
  • Casa Cruz (1926)
    Rua Ramalho Ortigão, 26–28 – Centro
  • Edifício Guahy (1932)
    Rua Ronald de Carvalho, 181 – Copacabana
  • Edifício Lage (1924–1925)
    Rua do Russel, 300 – Glória
  • Fachada da Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos (1941–1942)
    Rua Haddock Lobo, 266 – Tijuca
    — O projeto de Buffa alterou a fachada da igreja inaugurada em 1931 com projeto original de Guglielmo Oates.
  • Igreja Matriz de São Geraldo (1931)
    Rua Leopoldina Rego, 344 – Olaria

(1901–1965)

Filho de italianos, Rino Levi nasceu em São Paulo. Com 20 anos de idade, foi estudar na Itália. Após uma passagem pela Escola Politécnica de Milão, graduou-se pela Escola Superior de Arquitetura de Roma, onde foi colega de Gregori Warchavchik. Retornou ao Brasil em 1926, aos 25 anos. Iniciou sua carreira em São Paulo projetando residências e pequenos edifícios para clientes da comunidade italiana da cidade. É autor do primeiro prédio residencial de luxo paulista, o Edifício Columbus. Também projetou diversos cinemas. Foi um dos fundadores e membro atuante do Instituto de Arquitetos do Brasil e atuou como professor da FAU-USP. Foi um dos principais nomes da arquitetura paulista. No Rio de Janeiro, além do Hospital General do Nascimento Vargas projetou também residências e edifícios-garagem.

 

  • Hospital General do Nascimento Vargas (1948)
    Avenida Londres, 616 – Bonsucesso
    — Atual Hospital Federal de Bonsucesso.

(1852–1931)

José Maria Oscar Rodolpho Bernardelli y Thierry (também grafado como Rodolfo) nasceu em Guadalajara, México, filho de uma família itinerante: pai músico italiano e mãe dançarina francesa de formação italiana. Dois de seus irmãos, também artistas, nasceram um no Chile (Henrique) e o outro no Rio Grande do Sul (Félix). Bernardelli formou-se na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e especializou-se na Itália. Foi o escultor mais bem-sucedido no Brasil do fim do século 19 e início do 20, tendo dirigido a Academia Imperial, posteriormente Escola Nacional de Belas Artes, por 25 anos. É autor de diversos monumentos no Rio e em outras cidades. São criação sua as Harpias do Palácio do Catete. Para o topo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, criou as alegorias das artes e a monumental Águia dourada.

 

  • Águia (1905) – escultura de cobre folheada a ouro
    Teto do Theatro Municipal
    Praça Floriano, s/n – Cinelândia
    — Na foto, o grupo escultórico à frente da Águia é a Alegoria da Comédia.

(1848–1894)

Nasceu na pequena comuna de Castelplanio, na província de Ancona. Na Itália, Bucciarelli trabalhou principalmente como engenheiro associado a outros arquitetos. Em Roma, realizou – juntamente com o arquiteto Giulio de Angelis – o Palazzo Bocconi para sediar o primeiro grande magazzino da cidade, o Alle Città d’Italia (atualmente uma loja da Zara em Via del Corso). Contratado em 1891, aos 43 anos, como professor no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes, Bucciarelli teve no Rio de Janeiro uma atuação curta como arquiteto, abreviada ao ser vitimado pela febre amarela três anos após sua chegada. Foi responsável pela reforma do Conservatório de Música – hoje Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica – e pelo projeto do pedestal da estátua do General Osório na Praça XV, além do embelezamento da mesma praça. Foi dele a ideia de posicionar a estátua de frente para o mar – de costas para a rua, portanto – para recepcionar os navios que chegavam ao porto. Projetou também uma nova sede para a Escola de Belas Artes e um teatro lírico, mas estes dois edifícios nunca foram construídos.

 

  • Reforma e ampliação do Conservatório de Música (1890)
    Rua Luís de Camões, 68 – Praça Tiradentes
    — A reforma incluiu a anexação de dois prédios vizinhos e a construção de um auditório. Atualmente o edifício abriga o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica.

(1844–1915)

Nascido em Turim e formado em engenharia pela Universidade da mesma cidade, Tommazzo Bezzi (também grafado como Tommaso ou Tomaz) combateu na juventude ao lado de Giuseppe Garibaldi pela unificação italiana, tendo sido duas vezes condecorado por sua atuação. Após estadias no Uruguai e Argentina, fixou-se no Rio de Janeiro a partir de 1875, aos 31 anos, executando projetos para o governo imperial. Sua primeira encomenda governamental foi o edifício da Alfândega de Fortaleza. Também atuou em São Paulo com o projeto do Velódromo Paulistano, a reurbanização da Praça da República e o projeto do Museu do Ipiranga, sua obra mais importante e ambiciosa. No Rio de Janeiro Tomazzo Bezzi projetou o antigo Banco do Comércio – na Rua Primeiro de Março, já demolido – e um edifício para a Secretaria de Estado das Relações Exteriores localizado nos fundos do Palácio do Itamarati. Para a novíssima Avenida Central – atual Avenida Rio Branco – projetou o prédio do Clube Naval. Bezzi é avô materno do arquiteto moderno brasileiro (nascido em Paris) Affonso Eduardo Reidy.

 

  • Clube Naval (1905–1910)
    Avenida Rio Branco, 180 – Centro
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